Arquivo mensal: janeiro 2013

Ku Klux Klan X População Negra. Surgimento da KKK

À direita, o general Nathan Bedford (1821-1877), fundador da Ku Klux Klan

Com o fim da Guerra de Secessão, nos Estados Unidos da América, em 1865, a escravidão foi abolida. Contudo, os problemas gerados pelo sistema escravista à população negra norte-americana ainda não haviam sidos resolvidos.

A população negra, descendente de africanos, não foi integrada à sociedade norte-americana – ao contrário, os ex-escravos não obtiveram o acesso à terra, não tiveram boa educação e muito menos acesso ao trabalho qualificado.

Após a abolição da escravidão, somente os brancos protestantes tiveram o acesso à cidadania plena. Os negros, os imigrantes (católicos) e a população indígena foram excluídos do processo.

A situação social dos ex-escravos nos Estados Unidos, no século XIX, complica com o surgimento, no ano de 1865, de uma sociedade secreta racista denominada Ku Klux Klan, no estado do Tennessee, no sul dos Estados Unidos.

O mentor e criador dessa organização foi o general Nathan Bedford (1821-1877), que ficou conhecido como um dos principais líderes dos confederados. A Ku Klux Klan tinha como principal objetivo manter a população negra segregada da sociedade.

A principal ação da Ku Klux Klan era defender a supremacia dos brancos. Assim, os integrantes dessa sociedade secreta praticavam diferentes crimes e ações de violência contra a população negra. Os integrantes da Ku Klux Klan violentavam mulheres negras e matavam os negros sem nenhum pretexto, apenas movidos pelo racismo.

Após várias décadas, mais precisamente na década de 1960, depois de inúmeros conflitos, mortes e manifestações, a população negra norte-americana passou a ter os mesmos direitos civis e políticos dos brancos. O racismo ainda prevalece nos Estados Unidos da América, mas de forma menos acentuada que o praticado antes da década de 1960. A Ku Klux Klan ainda existe e hoje conta com cerca de 3 mil integrantes no sul dos Estados Unidos.

A Guerra de Secessão (1861-1865)

A região Norte dos Estados Unidos era a mais industrializada do país, em contraste com os estados do Sul, predominantemente agrícolas. A principal característica das zonas rurais sulinas consistia na plantation, grande propriedade monocultora, cuja produção, voltada para a exportação, dependia do trabalho escravo. O Sul produzia grande quantidade de algodão, exportado principalmente para a Inglaterra, onde era utilizado na indústria têxtil em franca expansão.

         A burguesia do Norte do país fazia sérias restrições aos senhores de terras do Sul. A maior crítica dizia respeito ao trabalho escravo, que acreditavam, deveria ser extinto e gradativamente substituído pelo trabalho assalariado; desta forma os trabalhadores sulistas poderiam comprar os produtos fabricados no Norte. Além disso, a população do Norte apoiava o protecionismo alfandegário, isto é, o aumento das taxas de importação, para que os produtos nacionais concorressem no mercado interno em igualdade de condições com os produtos ingleses e de outras procedências.
         A aristocracia rural do Sul, interessada em continuar vendendo seus produtos para a Inglaterra e importando os artigos manufaturados de que necessitava, batia de frente com o Norte ao defender o livre-cambismo, ou seja, uma política de liberdade comercial sem taxas protecionistas.
         A essas diferenças de fundo econômico se somavam outras de cunho cultural. No Norte, havia um grupo empresarial dinâmico e empreendedor, interessado no desenvolvimento nacional. No sul porém, continuava predominar a mentalidade rural, aristocrática, voltada aos interesses regionais, por isso mesmo, dava-se mais importância à autonomia dos estados do que o fortalecimento do país.
         Além de todas essas diferenças, havia ainda razões ideológicas em jogo. No Norte, a campanha abolicionista se intensificava e surgiam movimentos de caráter democrático e até mesmo socialista que também estavam a favor da emancipação dos escravos. Em 1833, por exemplo, Willian Garrisson e outros líderes abolicionistas fundaram a Sociedade americana contra a Escravidão. Garrison defendia a abolição sem indenização aos escravistas, o que os deixava ainda mais furiosos.
         Em meio a esses embates, em 1860 foi eleito presidente dos Estados Unidos o Nortista Abraham Lincoln, membro do Partido Republicano. Adepto de uma política protecionista, Lincoln opunha-se a escravidão e ao espírito autonomista dominante nos estados do Sul. A reação das elites na Carolina do Sul, um dos estados escravistas foi proclamar sua separação do restante do país. Em seguida, dez outros estados sulistas fizeram o mesmo. Juntos, eles formaram uma nova estrutura política nacional, osEstados Confederados da América, o novo país tinha sua capital em Richmond, na Virgínia. Para governá-lo foram eleitos Jefferson Davis, presidente e Alexander Stephens, vice-presidente. Nem todos os estados escravistas apoiaram os rebeldes. o Kansas e o Missouri, por exemplo, permaneceram integrados aos Estados Unidos, sem abolir o regime de trabalho escravo.
         Em 12 de abril de 1861, Lincoln declarou guerra à Confederação. O conflito que se seguiu seria mais tarde considerado a primeira das grandes guerras modernas, com um saldo de 620 mil mortos.
         As condições do Norte no confronto eram de indiscutível superioridade. Mais industrializado do que o Sul, contava também com uma malha ferroviária mais moderna e extensa. Além disso, as armas de que dispunham eram produzidas em suas próprias fábricas, enquanto que a Confederação dependia da importação de material bélico. As duas populações também eram desiguais em número e na composição social e étnica. Enquanto o Norte somava 23 estados, com uma população de 28 milhões de pessoas – constituída em quase sua totalidade de pessoas livres, descendentes de europeus -, o Sul contabilizava onze estados com 9 milhões de habitantes, um terço dos quais de origem africana. Para complicar ainda mais a situação do Sul, a Confederação também não conseguiu apoio à sua causa no exterior: a escravidão era, a sua altura, condenada pela opinião pública de todas as grandes nações.
         Não foi surpresa, então, que os sulistas tenham sido derrotados, apesar de sua forte resistência. Depois de quatro anos de sangrentos combates, os nortistas venceram em Appmattox, na Virgínia, a última batalha da guerra. No mesmo dia, 9 de abril de 1865, o comandante das forças rebeldes, general Robert Lee, rendeu-se ao comandante do exército do governo, general Ulysses Grant.
         Em 1863, ainda durante o conflito, Lincoln decretou o fim da escravidão nos estados rebeldes. No ano seguinte, conseguiu se reeleger presidente dos Estados Unidos, mas não chegaria a exercer o segundo mandato. Em 14 de abril de 1865, quatro dias depois do fim da guerra, Lincoln foi assassinado no interior de um teatro pelo ator sulista John Booth.

Estados Unidos: expansão política e econômica

Á época da independência o território dos Estados Unidos era composto de treze estados, as antigas colônias inglesas. Em 1860 esse número tinha aumentado para 35 estados, o que revelava o rápido processo de expansão territorial da jovem nação. Sua população, quem em 1790 atingia cerca de 4 milhões de habitantes, saltou para 50 milhões em 1880. Ao lado do impressionante crescimento populacional, o país convivia também com o intenso desenvolvimento econômico.

         A expansão da economia, porém, se dava de forma desigual. Enquanto os Estados do Norte eram tomados por um rápido processo de industrialização e urbanização, os do Sul seguiam se dedicando as atividades agrícolas. Outro contraste marcava as duas regiões. No Norte, a economia crescera baseada no trabalho assalariado livre. No Sul, ao contrário, as relações de produção se caracterizavam pela presença esmagadora do trabalho escravo. Essa dicotomia provocava conflitos constantes entre os senhores se escravos do Sul e as populações urbanas do Norte. Em 1861, as tensões acumuladas explodiram, dando início a Guerra de Secessão, que se prolongaria até 1865.A marcha para o Oeste

Em 1783, a Paz de Versalhes pôs fim à Guerra de independência dos Estados Unidos contra a Inglaterra. Durante o conflito, os norte-americanos avançaram para o Oeste, ocupando uma larga faixa de terra que atravessava o continente de norte a sul, entre a região dos Grandes Lagos e o Golfo do México. Esse território foi conquistado aos índios pela Inglaterra, mas a Paz de Versalhes reconheceu a soberania norte-americana.

         Os Estados Unidos, contudo, queriam se expandir também para o norte e ocupar as terras de colonização inglesa no Canadá. A sede expansionista dos norte-americanos acirrou ainda mais as tensões com os ingleses, provocando, em 1812, outro conflito entre as duas nações. A Segunda Guerra de Independência, como o episódio ficou conhecido, terminou em 1814, sem perdas ou ganhos territoriais para os Estados Unidos.
         De todo modo, o confronto acabou alimentando a tendência isolacionista das elites norte-americanas, ou seja, sua predisposição para não interferir nos problemas europeus e de não permitir ingerências européias nos assunto internos dos países do continente. Essa tendência acabou se transformando numa doutrina – a Doutrina Monroe -, formulada em 1823 pelo presidente James Monroe, que lançou o lema “a América para os americanos”.
         Independentemente da atitude política adotada pelo governo em relação às nações européias, a expansão territorial prosseguia a todo vapor. Continuava o fluxo migratório para o Oeste, um território hostil devido as condições naturais adversas e à maciça presença de índios, mas ao mesmo tempo atraente por possibilitar a formação de grandes fortunas a partir da exploração do ouro ou da criação de gado. A ocupação desse território se tornou lendária na história do país e foi chamada de Marcha para o Oeste.
         Já o Leste enfrentava acelerado crescimento demográfico, resultado de uma política deliberada do governo para atrair imigrantes e expandir o território. Só para ter idéia, entre 1789 e 1812, chegaram ao país mais de 250 mil europeus, vindos principalmente da Irlanda, da Inglaterra e dos Estados germânicos. Esse número teria um aumento espantoso nos anos subseqüentes, chegando a 5 milhões de imigrantes entre 1830 e 1860. Diante desse quadro, o governo norte-americano decidiu investir maciçamente na compra e na conquista de novos territórios.
         Em 1803, por exemplo, comprou da França o território da Louisiana. Mais tarde, em 1819, adquiriu da Espanha, por 5 milhões de dólares, a região da Flórida. Em 1846, conseguiu que a Inglaterra lhe desse o Oregon. E por fim, em 1867, comprou o Alasca à Rússia por pouco mais de 7 milhões de dólares.
         Ao mesmo tempo que adotava essa política de aquisições pacíficas, os Estados Unidos partiram para guerras de conquistas, nas quais as maiores vítimas foram os índios e os mexicanos. Em 1836, colonos americanos fixados no território do Texas, então pertencente ao México, proclamaram a independência da região depois de vencer as tropas do governo mexicano. Quase dez anos depois, em 1845, os Estados Unidos anexaram o Texas a seu território, o que foi o estopim da guerra contra o México no ano seguinte. Ao fim do conflito, o governo mexicano reconheceu a perda de sua antiga província e cedeu ao poderoso vizinho do Norte as regiões da Califórnia, Corolado, Novo México, Nevada, Utah e Arizona, recebendo a título de pagamento cerca de 15 milhões de dólares.
         Com a expansão, os Estados Unidos se tornaram um dos maiores países do mundo. Dotado de enormes reservas de recursos naturais seu território se estendia agora do oceano Atlântico ao oceano Pacífico.

“O liberalismo inglês, as idéias francesas, a ambição de Napoleão e a estupidez da Espanha influenciaram muito a América”. Simón Bolívar.

“O liberalismo …

Independência da América espanhola [II]

Processo de emancipação das colônias espanholas no continente americano durante as primeiras décadas do século XIX. Resulta das transformações nas relações entre metrópole e colônia e da difusão das idéias liberais trazidas pela Revolução Francesa e pela independência dos EUA. Recebe influência também das mudanças na relação de poder na Europa em conseqüência das guerras napoleônicas.

Durante o século XVIII, a Espanha reformula aspectos de seu pacto colonial. A suspensão do monopólio comercial da Casa de Contratação de Sevilha dá maior flexibilidade às relações comerciais entre metrópole e colônia. Mas, ao mesmo tempo, procura impedir o desenvolvimento das manufaturas coloniais e combate o contrabando inglês. Essas medidas contrariam os interesses da elite colonial, os criollos (descendentes de espanhóis nascidos na América), que lideram a maioria dos movimentos emancipacionistas. Eles são considerados inferiores pela elite e proibidos de ocupar cargos públicos, civis ou militares.

As guerras travadas pelo Império Napoleônico alteram o equilíbrio de forças na Europa, que se reflete nos domínios coloniais. Em junho de 1808, Napoleão Bonaparte invade a Espanha, destrona o rei Carlos IV e seu respectivo herdeiro, Fernando VII. Impõe aos espanhóis um rei francês, seu irmão, José Napoleão (José I). Na América, os cabildos (instituições municipais que são a base da administração colonial), sob comando dos criollos, declaram-se fiéis a Fernando VII e desligam-se do governo de José I. Passam a exigir ainda maior autonomia, liberdade comercial e igualdade com os espanhóis.

Com a restauração da Monarquia após a derrota de Napoleão, a Espanha passa a reprimir os movimentos emancipacionistas. Diante dessa situação, a elite criolla decide-se pela ruptura com a metrópole. Conta com a aprovação da Inglaterra, que, interessada na liberação dos mercados latino-americanos para seus produtos industrializados, contribui militar, financeira e diplomaticamente com as jovens nações. O Paraguai proclama a independência em 1811 e a Argentina, em 1816, com o apoio das forças do general José de San Martín. No Uruguai, José Artigas lidera as lutas contra as tropas espanholas e obtém vitória em 1811. No entanto, a região é dominada em 1821 pelo rei dom João VI e anexada ao Brasil, sob o nome de Província Cisplatina, até 1828, quando consegue sua independência. San Martín organiza também no Chile a luta contra a Espanha e, com o auxílio do líder chileno Bernardo O’Higgins, liberta o país em 1818. Com isso, alcança o Peru e, com a ajuda da esquadra marítima chefiada pelo oficial inglês Lord Cockrane, torna-se independente do país em 1822. Enquanto isso, no norte da América do Sul, Simón Bolívar atua nas lutas pela libertação da Venezuela (1819), da Colômbia (1819), do Equador (1822) e da Bolívia (1825). Em 1822, os dois líderes, Bolívar e San Martín, reúnem-se na cidade de Guayaquil, no Equador, para discutir o futuro da América hispânica. Bolívar defende a unidade das ex-colônias e a formação de uma federação de repúblicas, e San Martín é partidário de governos formados por príncipes europeus. A tese de Bolívar volta a ser discutida no Congresso do Panamá, em 1826, mas é rejeitada.

Em toda a América hispânica há participação popular nas lutas pela independência, mas a elite criolla se mantém hegemônica. No México, no entanto, a mobilização popular adquire contornos de revolução social: a massa da população, composta de índios e mestiços, rebela-se ao mesmo tempo contra a dominação espanhola e contra os criollos. Liderados pelos padres Hidalgo e Morelos, os camponeses reivindicam o fim da escravidão, a divisão das terras e a abolição de tributos, mas são derrotados. Os criollos assumem a liderança do movimento pela independência, que se completa em 1821, quando o general Itúrbide se torna imperador do México. O movimento pela emancipação propaga-se pela América Central (que havia sido anexada por Itúrbide), resultando na formação da República Unida da América Central (1823-1838), que mais tarde dá origem a Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e El Salvador. O Panamá obtém independência em 1821 e a República Dominicana, em 1844. Cuba permanece como a última possessão espanhola no continente até a Guerra Hispano-Americana. Ao contrário da América portuguesa, que mantém a unidade territorial após a independência, a América espanhola divide-se em várias nações, apesar de tentativas de promover a unidade, como a Grã-Colômbia, reunindo Venezuela e Colômbia, de 1821 a 1830, a República Unida da América Central e a Confederação Peru-Boliviana, entre 1835 e 1838. A fragmentação política da América hispânica pode ser explicada pelo próprio sistema colonial, uma vez que as diversas regiões do império espanhol eram isoladas entre si. Essa situação favorece também o surgimento de lideranças locais fortes, os caudilhos, dificultando a realização de um projeto de unidade colonial.

Independência da América espanhola

Hispano-américa

Hispano-américa

1. Causas

 

1.1. Externas – Idéias iluministas; Independência dos EUA; Revolução Francesa (A Espanha estava em fase de decadência e pressionada pela França revolucionária de Napoleão.)

1.2. Internas

– Os americanos estavam dispostos a provar que podiam obter sua liberdade e impor a paz.

– Os Criollos não se sujeitavam aos comandos dos Chapetones.

*Criollos – Americanos descendentes de espanhóis. Foram os responsáveis pela independência da América.

*Chapetones – Espanhóis. Exerciam o poder.

– No clero, muitos eram seduzidos pelas novas idéias de liberdade.

– A imprensa contribuiu bastante na independência, divulgando simples fatos internacionais. Pode se dizer que agiu como divulgadora de idéias.

*Cabildos – Constituidos pelos Criollos, eram as Câmaras Municipais. Eles eram os orgãos representativos dos habitantes da colônias, fiéis interpretes de suas vontades.

1.3. Econômicas – Insatisfação com o regime de monopólio comercial. – Revolução industrial na Europa.

2. Precedentes

– Carlos III tentou recolonizar a América, abrindo novos portos na Espanha e na América, porém isso só contribuiu para dar força ao movimento de independência hispano-americano.

– Bonaparte foi um grande responsável pela independência, quando invadiu a Espanha e colocou no trono o seu irmão José Bonaparte. Tal medida provocou reações da população espanhola. A estrutura político-administrativa em relação às colônias se desorganizou. A burguesia Crioulla não se sentia obrigada a ser fiel com com o “usurpador” Bonaparte. A colônia e a metrópole se distanciam.

– Foram organizadas as Juntas Governativas, que não se submetiam à nova situação.

independencia da america espanhola

1º – MÉXICO

– Líder: Ruan Vicente Guerrero

– Gal Iturbide foi mandado pela Espanha para combater Guerrero e para impôr a ele um plano que conciliava os interesses de ambos.

– Depois de alguns combates entre realistas e insurgentes do México, Iturbide consegue convencer Guerrero e os dois chegam à um acordo: O Pacto de Iguala (Independência; Regime monárquico constitucional – trono oferecido à Fernando VII; Exclusividade da religião católica sem tolerância de qualquer outra).

– Surge o exército Trigarante.

2º – ARGENTINA, CHILE E PERU

3º – GRANDE COLÔMBIA (Venezuela, Colômbia e Equador)

– Líder: Simón Bolívar. Tinha o ideal o pan-americanismo, que não era possível principalmente pela fragmentação política (O governo espanhol não permitia comunicação entre as partes do império colonial). Apesar da unidade religiosa (catolicismo), linguística (espanhol) e do mesmo passado colonial (colonizados pela Espanha).

– Batalhas: Pechincha, Chocabuco, Carabobo, Aiacucho, Machu Pichu e Cozco.

4º – CUBA E SÃO DOMINGOS

– Foram os únicos mantidos pela Espanha. Mais tarde conseguiram a independência com a ajuda desinteressada norte-americana.

OS LIBERTADORES DA AMÉRICA

martinbolivar

San Martín e Símon Bolívar respectivamente.

  • Simón Bolívar – libertou a Venezuela, Colômbia e Bolívia;
  • José de San Martin – responsável pela independência da Argentina, Chile e Peru;
  • Sucre – responsável pela independência do Equador, com a ajuda do Bolívar;
  • Iturbine – responsável pela independência do México.
Devemos destacar o processo de independência aqui da América, singular, que é o caso do Haiti. Toussaint Louverture foi o líder do processo de independência do Haiti, um processo diferente dos demais, porque além da independência, foi conquistado automaticamente, o fim da escravidão. Foi uma rebelião de escravos contra a escravidão e simultaneamente proclamaram a independência, é um caso único, um caso de revolução social e revolução política.
– SAN MARTÍN E SÍMON BOLÍVAR –
DIFERENÇAS
Embora a história chame Bolívar e San Martín de “Líderes da Independência”, é importante lembrar que estes homens tinham projetos políticos diferentes. San Martín defendia um governo monárquico, enquanto Simon Bolívar defendia um governo republicano.

Simon Bolívar é freqüentemente chamado de “o George Washington” da América Latina. Ele é considerado o responsável pela libertação de cinco países sul-americanos do domínio espanhol: Venezuela, Colômbia, Bolívia e Equador.

Enquanto isso, o patriota argentino José de San Martin libertava a Argentina e o Chile, e iniciava a libertação do Peru.

SEMELHANÇA
San Martín e Bolívar chegaram ao poder graças à libertação dos povos, mas depois tentaram se perpetuar no cargo.

http://prezi.com/weexpaf6ua5u/a-independencia-da-america-espanhola/

http://prezi.com/weexpaf6ua5u/a-independencia-da-america-espanhola/

Então galera, segue anexo um link que resume a Independência da América Espanhola, de forma interativa, clara, objetiva e interessante.

Etiquetado

Poema de Rimbaud referente a Cumuna de Paris

Orgia Parisiense

Ah covardes, olhem lá! Desemboquem nas estações!
O sol enxugou com seus pulmões ardentes
Os bulevares que uma noite ficaram de Bárbaros aos milhões.
Vejam a Cidade santa, sentada no ocidente!

Vão! Previnirão os refluxos do que se incendia,
Vejam as marginais, os bulevares, olhe ou
As casas sobre o azul leve que se irradia
Que uma noite o vermelhão das bombas estrelou!

Fechem os palácios mortos nos nichos das hortas!
O indignado dia ancestral refrescou seus olhares.
Olha ali a trupe ruiva torcendo as ancas tortas:
Sejam loucos e serão engraçados, com indignados ares!

Tais as cadelas em cio comendo cataplasmas,
O grito das casas de ouro lhes reclamam. Roubem por todo lado!
Comam! Eis a noite da alegria em profundos espasmos
Que desce a rua. Ó bebedores desconsolados,

Bebam! Quando a luz chega intensa e louca,
Revistando ao lado de vocês os luxos farfalhantes,
Você não babarão, sem atitude, de palavra pouca,
Dentro de seus copos, os olhos perdidos em clarões distantes?

Engulam, pela Rainha de bundas cadentes!
Escutem a ação dos estúpidos soluços
Dilacerantes! Ouçam saltar nas noites ardentes
Os idiotas mal humorados, velhacos, volúveis, lacaios!

Ó corações de sujeira, bocas de horríveis lesmas,
Funcionem mais forte, bocas de fedores!
Um vinho para esses torpes ignóbeis, nessas mesas…
Suas barrigas são fundidas por vergonhas, ó Vencedores!

Abram as narinas para as soberbas náuseas!
Embebam de venenos fortes as cordas de seus pescoços!
Sobre as nucas de criança as mãos cruzadas baixam cada veia
O Poeta diz a vocês: “Ó covardes, sejam loucos!”

Pois vocês cavam o ventre da Fêmea,
Dela temem ainda outra convulsão
Que grita, asfixiando sua ninhada sem fama
Sobre o peito dela, numa horrível pressão.

Sifilíticos, loucos, reis, fúteis, ventríloquos,
O que podem fazer a Paris emputecida
Suas almas e corpos, venenos e cacos?
Ela sacudirá vocês dela, rancorosos apodrecidos.

E quando estiverem no chão, gemendo entranhas e costelas,
De flancos mortos, reclamando dinheiro, perdidos
A vermelha cortesã de seios fartos de batalhas,
Longe do estupor de vocês, cerrará os punhos ardidos!

Quando teus pés dançaram tão forte nos momentos de cólera
Paris! quando tantas lâminas te esfaquearam,
Quando você caiu, retendo nas pupilas claras
Um pouco da bondade dos selvagens que se renovaram,

Ó cidade dolorosa, ó cidade quase morta
A cabeça e os dois peitos lançados ao que só o Devir pode dizer
Abrindo sobre tua palidez milhares de portas,
Cidade que o Passado sombrio poderia bendizer:

Corpos remagnetizados por dores que enchem aldeias,
Tu bebes de novo da vida espantosa! Tu sentes
Silenciar o fluxo de versos lívidos em tuas veias,
E sobre teu claro amor roçarem dedos nada quentes!

E isto não é mau. Os versos, os versos lívidos
Não perturbarão mais teu sopro de Progresso
Pois os Estriges não apagaram os olhos das Cariátides
Onde as lágrimas de ouro astral caiam de azuis degraus.”

Ainda que seja aflitivo te rever coberta por esta rede
Assim; ainda que não tenham feito jamais em outra cidade
Úlcera mais fedorenta na Natureza verde,
O Poeta te diz: “Tua Beleza é radiante!”

A tempestade te sacrou suprema poesia:
O imenso revolver de forças te sacode fluido,
Tua obra combate, a morte gonga, Cidade da escolhida fantasia!
Recolhe estrondos do coração do clarão surdo.

O Poeta tomará o fôlego convulsivo dos Sem Fama,
O ódio dos Forçados, o clamor dos Malditos;
E seus raios de amor flagelarão as Fêmeas.
Suas estrofes bendirão: Olhem lá! olhem lá! bandidos!

– Sociedade, tudo está restabelecido: – as orgias
Choram seus velhos gemidos aos bordéis antigos:
E o gás em delírio nas avermelhadas muralhas,
Queima sinistramente contra os azuis esmaecidos!