Guerra da Cisplatina e partidos pós-independência do Uruguai

O Contexto da Guerra

A região se situava no rio da Prata e quem tivesse  poder poderia dominar a navegação no rio, além de a região ser caminho de transporte da prata extraída na região dos Andes. Por tal motivo, a região era disputada entre Brasil e Argentina.
 
O Brasil, na época, não estava politicamente bem, estava sob o reinado de D. Pedro I. O reinado de D. Pedro já estava em declínio e a população estava muito insatisfeita porque concentrava o poder do país em suas próprias mãos, o que era garantido por sua constituição disfarçada de liberal.
 

A guerra – Uma visão geral

 
A região da Cisplatina sempre foi alvo de disputa entre portugueses e espanhóis. Em 1825, surgiu um movimento entre os habitantes da província para libertá-la do domínio português. Eles estavam insatisfeitos por pertencerem ao Brasil, já que possuíam língua e costumes totalmente diferente.
 
Liderados por João Antonio Lavalleja, se organizaram para declarar a independência da região. O movimento contou com o apoio argentino que também tinha interesses de anexação da região – seria mais fácil para a Argentina anexar à região quando esta estivesse liberta do Brasil.
 
A guerra começou em 1825 e estendeu-se a 1828. Apesar da vantagem populacional dos brasileiros, este não era um favor que media a força do país. Muitos brasileiros que participaram da guerra tinham pouca ou nenhuma experiência em conflitos. Eram pessoas despreparadas que foram obrigadas a entrar nele. Segundo John Armitage “Apesar de detestarem a vida militar, [os camponeses livres] eram agarrados como malfeitores, manietados, metidos a bordo de imundas embarcações, e mandados para as agrestes campinas do sul, sofrer os rigores de um clima inóspito e a táctica de um inimigo desapiedado. Grande numero adoecia e morria na viagem”.
 
Dom Pedro I enviou esquadras navais para bloquear o estuário do rio da Prata e os portos de Buenos Aires. Tais gastos só provocavam o esvaziamento dos cofres brasileiros e aquisição de novas dívidas.
 
A guerra foi marcada por diversos conflitos, tendo nas batalhas de Sarandi e Passo do Rosário maior contingente. O Brasil saiu derrotado em ambas, mas a Argentina e Uruguai tiraram pouco proveito destas vitórias.
 
Finalmente, em 1828, com a mediação da Inglaterra, a paz foi negociada. O Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata (Argentina) fecharam um acordo reconhecendo a independência da Banda Oriental do Uruguai – mais tarde chamada de República Oriental do Uruguai.
 
Pós-independência, no Uruguai surgiram dois partidos: o Colorado e o Blanco. O Partido Colorado elegeu o primeiro presidente da nova república, Frutuoso Rivera, aliado dos brasileiros que governou de 1828 a 1834. A seguir, foi eleito um aliado dos argentinos, Manuel Oribe, do Partido Blanco. Rivera opôs-se a Oribe, obrigando-o a renunciar. Oribe se refugiou na Argentina, e buscou apoio do principal inimigo militar do Brasil, o caudilho Juan Manoel de Rosas, governador da província de Buenos Aires.
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