Arquivo da categoria: Unidade I – Das Revoluções

Guerra do Paraguai

Guerra que se tornou o maior conflito armado da história da América Latina. A Guerra do Paraguai envolveu argentinos, brasileiros e uruguaios contra os paraguaios. Estendeu-se de dezembro de 1864 a março de 1870. É também chamada Guerra da Tríplice Aliança (Guerra de la Triple Alianza), na Argentina e Uruguai, e de Guerra Grande, no Paraguai.

De um lado estava o Paraguai do Ditador Francisco Solano Lopez. Do outro lado, a Tríplice Aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai.A Guerra do Paraguai foi causada pelo Ditador Solano Lopez. O líder paraguaio promoveu uma política ofensiva que quebrava a soberania territorial do Império Brasileiro e da Nação Argentina.

Antes da guerra iniciar-se, o Paraguai era o país mais prospero da América do Sul. No Paraguai havia um grande núcleo industrial fazendo do país uma potência econômica. Solano Lopez também fez com que a população paraguaia fosse bem instruída, o índice de analfabetismo era quase nulo.

Para que a economia paraguaia continuasse crescendo, Solano Lopez teria que conquistar uma saída para o Oceano Atlântico fazendo assim escoar a produção industrial. No entanto, para que isso acontecesse o ditador teria que conquistar territórios pertencentes a Argentina e Brasil.

Consciente que essa conquista só seria possível através de uma guerra, Solano Lopez montou um poderoso exército, transformando o Paraguai na mais forte potência militar da América do Sul.

O crescimento econômico do Paraguai não foi bem visto pela Inglaterra que tinha seus produtos desbancados pelos produtos paraguaios na América do Sul. os ingleses passaram a desejar a destruição econômica do Paraguai.

O Inicio da Guerra

Em 1864 ocorreu uma crise diplomática entre o Império Brasileiro e o Uruguai governado por Atanázio Aguirre. O Governo Brasileiro havia afastado Aguirre do poder, botando outro governante em seu lugar . Solano Lopez que era aliado de Aguirre, tentou mediar a paz entre os dois países, coisa que o Brasil recusou. Era o pretexto que Solano Lopez queria, o Ditador considerou a atitude brasileira uma ofensa e iniciou a Invasão do Brasil.

Em Novembro de 1864 sem qualquer declaração de guerra, os paraguaios aprisionaram o Navio Brasileiro Marquês de Olinda, saqueando todos os seus bens valiosos e incorporando tal navio á marinha paraguaia. No mês seguinte as tropas paraguaias invadiram o Mato Grosso e o Rio Grande do Sul afim de chegarem ao Uruguai e recolocar Aguirre novamente ao poder uruguaio.

A Formação da Tríplice Aliança

Antes de se infiltrar no Rio Grande do Sul, o Exército Paraguaio teve que passar pelo território argentino. O governante da Argentina, Mitre, não havia permitido a passagem das tropas de Solano Lopez pelo seu país. Por quebrar a neutralidade da Argentina, o Paraguai ganhou mais um inimigo. Os argentinos aliaram-se os brasileiros, em seguida foi a vez do Uruguai.

Venâncio Flores que tomou o poder uruguaio de Aguirre com a ajuda do Brasil, tratou logo de juntar-se aos brasileiros e argentinos na luta contra Solano Lopez. Em 1 de Maio de 1865 estes três países firmaram um acordo militar que deu origem a Tríplice Aliança.

O comando das Forças Aliadas Latina ficou com o General Mitre. Na busca de soldados para lutar na guerra, o Império Brasileiro criou a campanha Voluntários da Pátria. No entanto, poucas pessoas apresentaram-se para a tarefa. O Brasil então decidiu fazer o alistamento forçado. Muitos fazendeiros não querendo que seus filhos participassem da guerra, resolveram enviar escravos para lutarem. Milhares de escravos foram usados na guerra com a promessa de ganharem a liberdade após ao final do conflito.

Em Fevereiro de 1867, o brasileiro Duque de Caxias substituiu Mitre no comando supremo das tropas da Tríplice Aliança. Caxias decidiu fazer um grande ataque contra o Paraguai.

A Armada Imperial se encarregou de destruir a Fortaleza de Humaitá e o exército aliado fez um ataque em flanco em direção a Assunção.

Caxias fez suas últimas missões na guerra em Dezembro de 1868, estes combates ficaram conhecidos como Dezembradas. Duque de Caxias conseguiu inúmeras vitorias sobre o as tropas paraguaias do General Caballero.

o maior desses combates foi a Batalha do Avaí.Batalha do AvaíSolano Lopez não tinha mais o poderoso exército paraguaio que ele havia montado, muitos de seus soldados haviam morrido nas primeiras e grandes batalhas do conflito. Desesperadamente ele convocou a população civil paraguaia para defender o seu país.

Em 5 de Janeiro de 1869, a capital de Assunção foi conquistada. Solano Lopez não se deu por vencido e fugiu para o interior do país na tentativa de reorganizar a resistência paraguaia. Gaston de Orleans, mais conhecido como o Conde D’eu, que era casado com a filha de D Pedro II, ficou encarregado da caçada do líder paraguaio na Campanha das Cordilheiras.

Finalmente a Guerra do Paraguai chegava ao seu fim, no dia 1 de Março de 1870 Solano Lopez morreu em combate na região de Cerro Corá. Em 20 de junho de 1870, o Brasil assinou um tratado de paz com o Paraguai.

Considerações finais

A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado do continente. Muitas pessoas morreram nos combates, a maioria paraguaios, inclusive civis. A historiografia tratava o Paraguai e Solano López como um mal a ser combatido, o que, em tese, justificava a guerra, mas o fato é que o Paraguai desejava apenas uma maior fatia do comércio internacional quando López começou a “incomodar” seus vizinhos.

O conflito serviu para que o Império Brasileiro conquistasse definitivamente a hegemonia comercial e militar na América do Sul, enquanto nossos vizinhos continuaram com a disputa democrática entre blancos e colorados, mesmo que isso não causasse mais um grande conflito.

A Inglaterra, que ajudou fornecendo armas e dinheiro aos países da Tríplice Aliança, talvez tenha sido a maior vencedora do conflito, já que financiou uma guerra sem participar da mesma e ainda por cima recebeu compensações futuras, além de ver seu objetivo completo.

Estima-se que cerca de 40% da população paraguaia tenha morrido nos combates, e o país nunca mais conseguiu erguer-se financeiramente.

Como os países reagiram a Primavera dos Povos

Nos diversos países europeus, a Primavera dos Povos desenvolveu-se da seguinte maneira:

Itália

Na Itália havia o projeto central de unificação do país, que ocorreria somente em 1861 e que eclipsou tais preocupações sócio-econômicas. A ordem acabou por ser reestabelecida pelas diversas potências que dominavam as diversas regiões do território italiano à epoca, nomeadamente França e Áustria.

Hungria

Na Hungria, como na Itália, as ideias de afirmação e independência nacional acabavam por se igualar e até mesmo superar as preocupações de ordem mais prática. Ocorrem rebeliões no início do ano, e o governo que surge das eleições faz do país um território virtualmente livre do jugo austríaco. A Áustria invade o país, o governo eleito demite-se e a repressão que se segue é duríssima, terminando com as revoltas.

Áustria

Na Áustria, setores da aristocracia rebelaram-se contra a monarquia. Várias revoltas ocorrem, com destaque para a ocorrida em Praga. Em novembro de 1848, o imperador abdica, porém, tal situação será revertida em 1852, com a restauração do regime.

Alemanha

Na Alemanha, havia como na Itália, a questão da reunificação. Área em plena fase de industrialização, as revoltas operárias e camponesas proliferam-se. Chegou-se a elaborar uma nova constituição, mas esta termina por ser rejeitada pelo rei, e a situação termina com poucos progressos em relação à realidade anterior.

França

Na França, o rei Luís Filipe abdica em 1848. A república é proclamada, porém, a instabilidade irá continuar até cerca de 1851, quando, através de um glope palaciano, Napoleão Bonaparte proclama o Segundo Império Francês, com o título de Napoleão III.

Na maior parte, as revoltas em toda Europa foram controladas, e as mudanças sociais que os movimentos revolucionários tanto ansiavam acabaram sufocadas pela emergente Segunda Revolução Industrial e por uma tênue calmaria econômica, que seria acompanhada de uma calmaria política. Os regimes autocráticos teriam sobrevida até o início da Primeira Guerra Mundial, onde a ordem estabelecida em Viena seria finalmente implodida.

http://efrainmaxi.blogspot.com.br/2011/04/primavera-dos-povos.html

“Vá ficar em outro lugar !”

Charge da revolução de fevereiro de 1848, França.

E a revolução pegou fogo!

E a revolução pegou fogo!

Revolucionários ateando fogo ao trono ao pé da Coluna de Julho, 1848. Contexto: A população francesa já havia enfrentado, após a Revolução Francesa, uma revolta em Fevereiro de 1848, responsável por destituir o “rei burguês” Luís Filipe d’Orleans, dando fim à monarquia de Julho e instaurando a Segunda República Francesa. Entretanto, após um golpe de estado por Luís Bonaparte, conhecido como “O Outro 18 de Brumário”, Bonaparte instaurou o Segundo Império Francês e proclamou-se Napoleão III. No governo de Napoleão III, a França envolveu-se em atritos constantes com a Prússia, relacionados à sucessão espanhola (veja Guerra franco-prussiana). Com um telegrama falsificado por Otto Von Bismarck, extremamente ofensivo ao povo francês, Napoleão III declarou guerra à Prússia.

No entanto, o exército prussiano estava mais bem preparado, vencendo facilmente os franceses. O imperador francês foi feito prisioneiro em Sedan. Com isso, foi proclamada a Terceira República Francesa legitimando um governo provisório de defesa nacional para o qual Louis Adolphe Thiers foi eleito presidente.

Etiquetado , , ,

AS LOCOMOTIVAS E A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

 

A pintura abaixo representa o início da Revolução Industrial na Inglaterra. As locomotivas simbolizam com perfeição essa época histórica caracterizada pelo surgimento das máquinas movidas a vapor.


George Stephenson, o inventor das locomotivas!!

 Imagem

 

O século XX trouxe consigo, além da abertura das vias aquáticas artificiais, a construção de grandes vias terrestres. Desde a primeira ligação ferroviária entre Manchester e Liverpool em 1830, a estrada de ferro realizou enorme progresso, adquirindo vital importância para a ligação entre os centros produtores de matérias-primas e os de elaboração industrial das mesmas e para a compensação entre as zonas de abundância e as de escassez.    

A locomotiva a vapor, que possibilitou tamanho progresso foi inventada por George Stephenson, filho de um humilde operário foguista, nascido na cidade de Newcastle, na Inglaterra, no ano de 1781.

Stephenson foi o primeiro a compreender o sistema de aderência das rodas, fruto da sua enorme capacidade de raciocínio e de trabalho, qualidades demonstradas desde a sua infância, quando consertava relógios para comprar livros e assim estudar.

Aos trinta anos de idade, colocou-se como vigia de uma mina de hulha, passando depois a maquinista da mesma, continuando sempre a estudar, especialmente matemática, mecânica e química. Mais tarde, foi nomeado engenheiro da mina de We-lington onde, dando provas de grande capacidade inventiva, substituiu os carris de ferro por outros de madeira e, por meio de planos inclinados, conseguiu reduzir a uma sexta parte o número de cavalos empregados na mina.

Pensou depois em construir uma locomotiva a vapor, que, colocada sobre carris, pudesse arrastar, além do seu próprio peso, alguns vagões carregados de hulha. Trabalhando àrduamente, após várias tentativas, marcou a primeira experiência do novo mecanismo para o dia 25 de julho de 1814.

Esse dia tornou-se memorável. A máquina, posta em movimento, arrastou oito vagões do peso de trinta toneladas, com uma velocidade de quatro milhas horárias. Estava coroado de glória o novo invento.

Empenhado em obter melhor rendimento de sua máquina, Stephenson teve a idéia de fazer terminar o tubo ilr descarga do vapor na própria chaminé, conseguindo com essa modificação, aumentar a força da velocidade. Dessa forma, aplicou em sua máquina, o princípio do aquecimento tubular, inventado pouco tempo antes pelo engenheiro Seguin, outro grande estudioso do assunto.

Tantas foram as vantagens evidenciadas pelo novo invento que, uma estrada de ferro planejada e construída apenas para o transporte de mercadorias, foi logo conseguida também ao serviço de passageiros.

A partir dessa época, acelerou-se em todo o mundo a construção de locomotivas, um dos grandes fatores do progresso humano, pois a locomotiva em terra, o barco a vapor no mar e o avião nos ares, constituem os grandes elementos de aproximação dos povos, a base do progresso do mundo.

Prosseguindo em sua vitoriosa carreira, Stephenson foi depois chamado para dirigir a construção de grande número de linhas férreas inglesas.

Faleceu o grande homem na cidade de Tapton, Inglaterra, em 1848.

 

O COMEÇO DA ERA DAS FERROVIAS

A Revolução Industrial, surgiu quando os meios de produção, até então dispersos em pequenas manufaturas, foram concentrados em grandes fábricas,como decorrência do emprego da máquina na produção de mercadorias. Numeros os inventos, surgidos no século anterior, permitiram esse surto de progresso. Entre eles, destacam-se a invenção da máquina a vapor por James Watt, aperfeiçoando a descoberta de Newcomen, em 1705.O aumento do volume da produção de mercadorias e a necessidade de transportá-las, com rapidez, para os mercados consumidores, fizeram com que os empresários ingleses dessem apoio a George Stephenson (1781-1848), que apresentou sua primeira locomotiva em 1814 Tom Thumb (foto acima) . Foi o primeiro que obteve resultados concretos com a construção de locomotivas, dando início à era das ferrovias. – Sendo a locomotiva uma novidade passível de vários aperfeiçoamentos mecânicos, a partir da Inglaterra logo as ferrovias se espalharam pelo mundo. Na França a primeira ferrovia foi inaugurada em 1832, entre Saint-Etienne e Anfrezieux e na Alemanha em 1835, a Ludwisgsbahn entre Fürth e Nuremburg.

Para quem têm preguiça de ler textos grandes, algumas perguntas e respostas diretas!

– Por que começou na Inglaterra?
 A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, ou seja, a principal fonte de energia  para movimentar as máquinas e as locomotivas à vapor. Além da fonte de energia, os ingleses possuíam grandes reservas de minério de ferro, a principal matéria-prima utilizada neste período. A mão-de-obra disponível em abundância (desde a Lei dos Cercamentos de Terras ), também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados.
 
– Como era o sistema de comercialização naquela época?
 
Era atra vez do artesanato ,ou seja,o produtor possuía os meios de produção:instalações,ferramentas e matéria prima.Em casa,sozinho ou com a família,o artesão realizada todos as etapas da produção.
 
– Qual foi o resultado da manufatura?
 
A manufatura resultou da ampliação do consumo, que levou o artesão a
aumentar a produção e o comerciante a dedicar-se à produção industrial.
O manufatureiro distribuía a matéria-prima e o arte­são trabalhava em casa,
 recebendo pagamento combinado. Esse comerciante passou a produzir.
Primeiro, contratou artesãos para dar acabamento aos tecidos; depois,
tingir; e tecer;e finalmente fiar. Surgiram fábricas, com assalariados,
sem controle sobre o produto de  seu trabalho. A produtividade aumentou
por causa da divisão social, isto é, cada trabalhador realizava uma etapa da produção.
– Qual foi a etapa que se consolidou a Revolução Industrial?
 
Na maquinofatura,o trabalho estava submetido ao regime de funcionamento
da máquina e a gerência direta do empresário.
 Quais foram os quatro elementos principais da Revolução?
Capital, recursos naturais, mercado e transformação agrária.
 
– Como eram as fábricas antigamente?
 
Eram precárias pois os ambientes tinham péssima iluminação, eram abafados e sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino. Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. Não havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício.
Depois de um certo tempo,as pessoas resolveram reinvidar seus direitos e o que eles fizeram para que houvesse uma melhor condição de trabalho?
Os empregados das fábricas formaram as trade unions (espécie de sindicatos) com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos empregados. Houve também movimentos mais violentos como, por exemplo, o ludismo. Também conhecidos como “quebradores de máquinas”. O cartismo foi mais brando na forma de atuação, pois optou pela via política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores.
 
– E como teve “fim” a Revolução Industrial? Diga os lados positivos e negativos desse acontecimento.
  • Positivos
 
A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes;
Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo.
 
  • Negativos
 
A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural ;
O aumento de desempregados;
Crescimento desordenado das cidades também foram conseqüências nocivas
 para a sociedade.

Perguntas e respostas diretas!!!