O movimento abolicionista

A campanha pela abolição da escravidão ganhou impulso com o final da Guerra do Paraguai. Muitos soldados negros que lutaram na guerra foram alforriados. Organizaram-se no país, vários “clubes” que discutiam a questão. É válido ressaltar que mesmo com o movimento abolicionista se fortalecendo, o debate a respeito da libertação dos escravos no Brasil, se manifestava de forma lenta, ao contrario do que acontecia no mundo inteiro. A Elite política do país costumava tratar de tal temática seguindo a tática do silêncio, visando a proteção de seus interesses. A opinião publica em muitos casos se omitia em tal debate, uma vez que tal instancia também era controlada pela elite conservadora.
 
Entretanto, as conjunturas econômicas internacionais levavam o Brasil para o caminho da abolição, seja em nome de uma intelectualidade liberal, seja pela probabilidade de uma agitação social. Por volta de 1870 essas discussões sobre a abolição já se manifestava de forma notável. Intelectuais, profissionais liberais, comerciantes organizavam-se para debater as formas de tencionar o Estado para uma possível abolição.

 
O exercito também se manifestou como uma ferramenta muito eximia no contexto da emancipação dos escravos no Brasil, principalmente os que participaram da Guerra do Paraguai (grande maioria negros) que ao voltarem da guerra, queriam a sua liberdade, a outrora prometida, como condição prometida pelo Estado.
 
Visando diminuir as pressões internas e externas(a Inglaterra tinha interesses na abolição), o governo imperial iniciou uma série de reformas, com o intuito de reduzir a escravidão:
 
-Lei do Ventre Livre (1871)- filhos de escravas nascidos a partir daquela data seriam considerados livres. Os seus efeitos foram reduzidos visto que o escravo ficaria sob a tutela do proprietário até os oito anos, cabendo a este o direito de explorar o trabalho do escravo até este completar 21 anos de idade.
 
-Lei dos Sexagenários/ Saraiva-Cotegipe (1885)- libertava os escravos com acima de 65 anos de idade. Esta lei ficou conhecida como “a gargalhada nacional”. Primeiro pelo reduzido número de escravos libertados, uma vez que poucos atingiam tal idade; além disto, um escravo com mais de 65 anos representava um custo ao grande proprietário, não tendo condições alguma de trabalhar. Por fim, depois da libertação, o negro deveria dar mais três anos de trabalho ao senhor, como forma de indenização!!
 
-Lei Áurea (1888)- decretava, no dia 13 de maio, a libertação de todos os escravos no Brasil.
 
 
A abolição da escravidão no Brasil foi um duro golpe aos grandes proprietários de terras escravocratas, que passaram a combater a Monarquia. São os chamados “Republicanos de 13 de maio”.

 

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Guerra do Paraguai

Guerra que se tornou o maior conflito armado da história da América Latina. A Guerra do Paraguai envolveu argentinos, brasileiros e uruguaios contra os paraguaios. Estendeu-se de dezembro de 1864 a março de 1870. É também chamada Guerra da Tríplice Aliança (Guerra de la Triple Alianza), na Argentina e Uruguai, e de Guerra Grande, no Paraguai.

De um lado estava o Paraguai do Ditador Francisco Solano Lopez. Do outro lado, a Tríplice Aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai.A Guerra do Paraguai foi causada pelo Ditador Solano Lopez. O líder paraguaio promoveu uma política ofensiva que quebrava a soberania territorial do Império Brasileiro e da Nação Argentina.

Antes da guerra iniciar-se, o Paraguai era o país mais prospero da América do Sul. No Paraguai havia um grande núcleo industrial fazendo do país uma potência econômica. Solano Lopez também fez com que a população paraguaia fosse bem instruída, o índice de analfabetismo era quase nulo.

Para que a economia paraguaia continuasse crescendo, Solano Lopez teria que conquistar uma saída para o Oceano Atlântico fazendo assim escoar a produção industrial. No entanto, para que isso acontecesse o ditador teria que conquistar territórios pertencentes a Argentina e Brasil.

Consciente que essa conquista só seria possível através de uma guerra, Solano Lopez montou um poderoso exército, transformando o Paraguai na mais forte potência militar da América do Sul.

O crescimento econômico do Paraguai não foi bem visto pela Inglaterra que tinha seus produtos desbancados pelos produtos paraguaios na América do Sul. os ingleses passaram a desejar a destruição econômica do Paraguai.

O Inicio da Guerra

Em 1864 ocorreu uma crise diplomática entre o Império Brasileiro e o Uruguai governado por Atanázio Aguirre. O Governo Brasileiro havia afastado Aguirre do poder, botando outro governante em seu lugar . Solano Lopez que era aliado de Aguirre, tentou mediar a paz entre os dois países, coisa que o Brasil recusou. Era o pretexto que Solano Lopez queria, o Ditador considerou a atitude brasileira uma ofensa e iniciou a Invasão do Brasil.

Em Novembro de 1864 sem qualquer declaração de guerra, os paraguaios aprisionaram o Navio Brasileiro Marquês de Olinda, saqueando todos os seus bens valiosos e incorporando tal navio á marinha paraguaia. No mês seguinte as tropas paraguaias invadiram o Mato Grosso e o Rio Grande do Sul afim de chegarem ao Uruguai e recolocar Aguirre novamente ao poder uruguaio.

A Formação da Tríplice Aliança

Antes de se infiltrar no Rio Grande do Sul, o Exército Paraguaio teve que passar pelo território argentino. O governante da Argentina, Mitre, não havia permitido a passagem das tropas de Solano Lopez pelo seu país. Por quebrar a neutralidade da Argentina, o Paraguai ganhou mais um inimigo. Os argentinos aliaram-se os brasileiros, em seguida foi a vez do Uruguai.

Venâncio Flores que tomou o poder uruguaio de Aguirre com a ajuda do Brasil, tratou logo de juntar-se aos brasileiros e argentinos na luta contra Solano Lopez. Em 1 de Maio de 1865 estes três países firmaram um acordo militar que deu origem a Tríplice Aliança.

O comando das Forças Aliadas Latina ficou com o General Mitre. Na busca de soldados para lutar na guerra, o Império Brasileiro criou a campanha Voluntários da Pátria. No entanto, poucas pessoas apresentaram-se para a tarefa. O Brasil então decidiu fazer o alistamento forçado. Muitos fazendeiros não querendo que seus filhos participassem da guerra, resolveram enviar escravos para lutarem. Milhares de escravos foram usados na guerra com a promessa de ganharem a liberdade após ao final do conflito.

Em Fevereiro de 1867, o brasileiro Duque de Caxias substituiu Mitre no comando supremo das tropas da Tríplice Aliança. Caxias decidiu fazer um grande ataque contra o Paraguai.

A Armada Imperial se encarregou de destruir a Fortaleza de Humaitá e o exército aliado fez um ataque em flanco em direção a Assunção.

Caxias fez suas últimas missões na guerra em Dezembro de 1868, estes combates ficaram conhecidos como Dezembradas. Duque de Caxias conseguiu inúmeras vitorias sobre o as tropas paraguaias do General Caballero.

o maior desses combates foi a Batalha do Avaí.Batalha do AvaíSolano Lopez não tinha mais o poderoso exército paraguaio que ele havia montado, muitos de seus soldados haviam morrido nas primeiras e grandes batalhas do conflito. Desesperadamente ele convocou a população civil paraguaia para defender o seu país.

Em 5 de Janeiro de 1869, a capital de Assunção foi conquistada. Solano Lopez não se deu por vencido e fugiu para o interior do país na tentativa de reorganizar a resistência paraguaia. Gaston de Orleans, mais conhecido como o Conde D’eu, que era casado com a filha de D Pedro II, ficou encarregado da caçada do líder paraguaio na Campanha das Cordilheiras.

Finalmente a Guerra do Paraguai chegava ao seu fim, no dia 1 de Março de 1870 Solano Lopez morreu em combate na região de Cerro Corá. Em 20 de junho de 1870, o Brasil assinou um tratado de paz com o Paraguai.

Considerações finais

A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado do continente. Muitas pessoas morreram nos combates, a maioria paraguaios, inclusive civis. A historiografia tratava o Paraguai e Solano López como um mal a ser combatido, o que, em tese, justificava a guerra, mas o fato é que o Paraguai desejava apenas uma maior fatia do comércio internacional quando López começou a “incomodar” seus vizinhos.

O conflito serviu para que o Império Brasileiro conquistasse definitivamente a hegemonia comercial e militar na América do Sul, enquanto nossos vizinhos continuaram com a disputa democrática entre blancos e colorados, mesmo que isso não causasse mais um grande conflito.

A Inglaterra, que ajudou fornecendo armas e dinheiro aos países da Tríplice Aliança, talvez tenha sido a maior vencedora do conflito, já que financiou uma guerra sem participar da mesma e ainda por cima recebeu compensações futuras, além de ver seu objetivo completo.

Estima-se que cerca de 40% da população paraguaia tenha morrido nos combates, e o país nunca mais conseguiu erguer-se financeiramente.

D. Pedro se deu mal – Paródia

Uma paródia abordando o desfecho da Guerra da Cisplatina, feita por alunos do 2º ano do curso de Redes de Computadores do Cefet-MG.

Composição: Octávio Salerno e Bernardo Moreira
Baseada na música: To Passando Mal – Fernando e Sorocaba

D. Pedro se deu mal

Passei, tomei, lutei
Perdi o que eu queria ter
A Argentina ajudou
A Cisplatina se livrou

Quem foi que incentivou?
Juan Antônio Lavalleja
E o Brasil que se ferrou
Com a população revoltada…

(refrão)
tá tá tá tá
Se ferrou, D. Pedro se deu mal
Com a população não tem moral
Português vadio..

tá tá tá tá
Em Uruguai se transformou
Com a posse ninguém mais ficou
Sou uruguaio … independente

Ai, ai, ai, ai, ai (Ele se ferrou, ele se deu mal)
Ai, ai, ai, ai, ai (Independente…)
Ai, ai, ai, ai, ai (E o que D. Pedro fez no final?)
Ai, ai, ai, ai, ai (Renunciou)

Guerra da Cisplatina e partidos pós-independência do Uruguai

O Contexto da Guerra

A região se situava no rio da Prata e quem tivesse  poder poderia dominar a navegação no rio, além de a região ser caminho de transporte da prata extraída na região dos Andes. Por tal motivo, a região era disputada entre Brasil e Argentina.
 
O Brasil, na época, não estava politicamente bem, estava sob o reinado de D. Pedro I. O reinado de D. Pedro já estava em declínio e a população estava muito insatisfeita porque concentrava o poder do país em suas próprias mãos, o que era garantido por sua constituição disfarçada de liberal.
 

A guerra – Uma visão geral

 
A região da Cisplatina sempre foi alvo de disputa entre portugueses e espanhóis. Em 1825, surgiu um movimento entre os habitantes da província para libertá-la do domínio português. Eles estavam insatisfeitos por pertencerem ao Brasil, já que possuíam língua e costumes totalmente diferente.
 
Liderados por João Antonio Lavalleja, se organizaram para declarar a independência da região. O movimento contou com o apoio argentino que também tinha interesses de anexação da região – seria mais fácil para a Argentina anexar à região quando esta estivesse liberta do Brasil.
 
A guerra começou em 1825 e estendeu-se a 1828. Apesar da vantagem populacional dos brasileiros, este não era um favor que media a força do país. Muitos brasileiros que participaram da guerra tinham pouca ou nenhuma experiência em conflitos. Eram pessoas despreparadas que foram obrigadas a entrar nele. Segundo John Armitage “Apesar de detestarem a vida militar, [os camponeses livres] eram agarrados como malfeitores, manietados, metidos a bordo de imundas embarcações, e mandados para as agrestes campinas do sul, sofrer os rigores de um clima inóspito e a táctica de um inimigo desapiedado. Grande numero adoecia e morria na viagem”.
 
Dom Pedro I enviou esquadras navais para bloquear o estuário do rio da Prata e os portos de Buenos Aires. Tais gastos só provocavam o esvaziamento dos cofres brasileiros e aquisição de novas dívidas.
 
A guerra foi marcada por diversos conflitos, tendo nas batalhas de Sarandi e Passo do Rosário maior contingente. O Brasil saiu derrotado em ambas, mas a Argentina e Uruguai tiraram pouco proveito destas vitórias.
 
Finalmente, em 1828, com a mediação da Inglaterra, a paz foi negociada. O Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata (Argentina) fecharam um acordo reconhecendo a independência da Banda Oriental do Uruguai – mais tarde chamada de República Oriental do Uruguai.
 
Pós-independência, no Uruguai surgiram dois partidos: o Colorado e o Blanco. O Partido Colorado elegeu o primeiro presidente da nova república, Frutuoso Rivera, aliado dos brasileiros que governou de 1828 a 1834. A seguir, foi eleito um aliado dos argentinos, Manuel Oribe, do Partido Blanco. Rivera opôs-se a Oribe, obrigando-o a renunciar. Oribe se refugiou na Argentina, e buscou apoio do principal inimigo militar do Brasil, o caudilho Juan Manoel de Rosas, governador da província de Buenos Aires.

Barão de Mauá

“Barão de Mauá construiu seu império, e ao mesmo tempo sua falência. Mas nem por isso ele desmoronou.”

Barão de Mauá ou Visconde de Mauá (1813-1889) foi industrial e político brasileiro. Pioneiro da industrialização no Brasil. Foi um símbolo dos capitalistas empreendedores brasileiros do século XIX. Foi responsável por grandes obras como um Estaleiro, a Companhia Fluminense de Transporte e a primeira estrada de ferro ligando o Rio de Janeiro a Petrópolis. Investiu como sócio nas ferrovias de Recife e de Salvador que chegavam até o Rio São Francisco, entre vários outros empreendimentos.

Irineu Evangelista de Sousa, Barão de Mauá foi pioneiro no campo dos serviços públicos, fundou em 1852 a Companhia Fluminense de Transportes. Em 1853 criou a Companhia de Navegação a Vapor do rio Amazonas, obtendo o direito à navegação por 30 anos. A Amazônia teve pela primeira vez, transporte regular entre seus pontos mais longínquos.

Em 1854 fundou a Companhia de Iluminação a gás do Rio de Janeiro e no dia 30 de abril inaugura 15 km da primeira estrada de ferro ligando o Porto Mauá na baía da Guanabara à encosta da Serra da Estrela. Entre os convidados estava Dom Pedro II, que no mesmo dia concede a Irineu o título de “Barão de Mauá”. A locomotiva recebe o nome de Baronesa em homenagem à esposa do Barão. Inaugurou nesse mesmo ano o trecho inicial da União e Indústria, primeira rodovia pavimentada do país, entre Petrópolis e Juiz de Fora.

Liberal, abolicionista e contrário à Guerra do Paraguai, forneceu os recursos financeiros necessários à defesa de Montevidéu quando o governo imperial decidiu intervir nas questões do Prata em 1850. e assim, tornou-se persona non grata no Império. Suas fábricas passaram a ser alvo de sabotagens criminosas e seus negócios foram abalados pela legislação que sobretaxava as importações de matéria prima para suas indústrias. Em 1857 seu estaleiro foi criminosamente incendiado.

O Barão de Mauá foi deputado pelo Rio Grande do Sul em diversas legislaturas, mas renunciou ao mandato em 1873 para cuidar de seus negócios, ameaçados desde a crise bancária de 1864. Apesar de todas as realizações o Barão de Mauá terminou falindo. Em 1874 recebe o título de Visconde de Mauá. Em 1875 com o encerramento do Banco Mauá, viu-se obrigado a vender a maioria de suas empresas a capitalistas estrangeiros. Doente, sofrendo com a diabetes, só descansou depois de pagar todas as dívidas, encerrando com nobreza todas as suas atividades, embora sem patrimônio.

Irineu Evangelista de Sousa faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, no dia 21 de outubro de 1889.

 

Dica de filme: Mauá – O imperador e o rei

Título do filme: Mauá, o imperador e o rei (Brasil.1999), dirigido por, Sérgio Resende. Elenco: Paulo Betti, Malu Mader, Othon Bastos, Antonio Pitanga, Rodrigo Penna. Duração de 134 minutos.

O filme mostra a infância, o enriquecimento e a falência de Irineu Evangelista de Sousa(1813–1889), o empreendedor gaúcho mais conhecido como barão de Mauá, considerado o primeiro grande empresário brasileiro, responsável por uma série de iniciativas modernizadoras para economia nacional, ao longo do século XlX. Mauá, um vanguardista em sua época, arrojado em sua luta pela industrialização do Brasil, tanto era recebido com tapete vermelho, como chutado pela porta dos fundos por D. Pedro II.

 

“Mauá: o Imperador e o Rei” é filme brasileiro que, mostrar a grande importância de Mauá no desenvolvimento do Brasil. Há um esforço de contar tudo, mostrando desde maçons até a poderosa influência inglesa, sem esquecer os feitos do Barão, suas relações com o Imperador, sua vida amorosa e o final melancólico.

Decadência do tráfico negreiro para o Brasil

Os portugueses já usavam o negro como escravo antes da colonização do Brasil, nas ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. O tráfico para o Brasil, embora ilegal a partir de 1830, somente cessou em torno de 1850, após a aprovação de uma lei de autoria de Eusébio de Queirós, depois de intensa pressão do governo britânico, interessado no desenvolvimento do trabalho livre para a ampliação do mercado consumidor.

  • Lei Eusébio de Queirós foi a legislação que proibiu definitivamente o tráfico de escravos para o Brasil, consagrando para a história o nome de seu autor, Eusébio de Queirós Coutinho Matoso Câmara, na época ministro. Aprovada em 4 de setembro de 1850, apesar de não ter sido a primeira a proibir o tráfico de africanos para o país, foi a primeira a surtir impacto relevante sobre a escravidão.

Tráfico de escravos para o Brasil

Iniciado na primeira metade do século XVI, o tráfico de escravos negros da África para o Brasil teve grande crescimento com a expansão da produção de açúcar, a partir de 1560 e com a descoberta de ouro, no século XVIII. A viagem para o Brasil era dramática, cerca de 40% dos negros embarcados morriam durante a viagem nos porões dos navios negreiros, que os transportavam. Mas no final da viagem sempre havia lucro. Os principais portos de desembarque no Brasil eram a Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco, de onde seguiam para outras cidades.

O comércio de escravos estava solidamente implantado no continente Africano e existiu durante milhares de anos. Nações Africanas como os Ashanti do Gana e os Yoruba da Nigéria tinham as suas economias assentes no comércio de escravos. O tráfico e comércio de escravos era intercontinental, registando-se um grande comércio de escravos europeus nos mercados Africanos já durante o Império Romano. Mais tarde com o tráfico de eslavos, os saqaliba, que eram levados para o Al-Andaluz o comércio passou da Europa para África, e continuou com os raids dos Piratas da Barbária que duraram até ao fim do século XIX.
O tráfico de Africanos para o Brasil deu-se paralelamente ao tráfico de Europeus para África. Os portugueses começaram o seu contacto com os mercados de escravos Africanos para resgatar cativos civis e militares desde o tempo da Reconquista. Quando Catarina de Áustria autoriza o tráfico de escravos para o Brasil o comércio de escravos oriundos da África, que antes era dominado pelos Africanos, passa a ser também dominado por Europeus.
As listas dos resgates de cativos escravizados e libertados durante o reinado deD. João V revelam que até brasileiros chegaram a ser capturados e vendidos no mercado Africano.
Os escravos Africanos que os portugueses comerciavam, no começo passavam por Portugal, onde uma parte menor era levada principalmente por via marítima, para outros países europeus  e outra parte destinava-se ao Brasil e ilhas.
O trafico de escravos para o Brasil não era exclusivo de comerciantes brancos europeus e brasileiros, mas era uma atividade em que os pumbeiros, que eram mestiços, negros livres e também ex-escravos,  não só se dedicavam ao tráfico de escravos como controlavam o comércio costeiro – no caso de Angola, também parte do comércio interior  para além de fazerem o papel de de mediadores culturais no comércio de escravos da África Atlântica.

A Escravidão no Brasil registrada em fotos do século XIX (vídeo)

FOTOS DO INSTITUTO MOREIRA SALLES.
Aqui, um vídeo interessante que contem diversas fotos de escravos no Brasil no século XIX. Mais interessante é tentar entender qual seriam as intenções e objetivos ao fotografar os negros, em muitos momentos, como se fossem brancos.